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Motoboy: conheça o trabalho que começou há mais de um século



Fazer um pedido por aplicativo ou por telefone e esperar no conforto do seu lar. Quem nunca preferiu ficar esperando aquela pizza sentado no sofá do que tirar o carro da garagem e ir pessoalmente à pizzaria?


Esse tipo de serviço parece algo que faz parte do mundo moderno, mas a origem está muito longe do século XXI. Na Roma antiga já havia vestígios de entregadores de comidas. Muitos trabalhadores da época não tinham cozinha em casa e a alternativa era buscar a refeição diretamente no local. Em 1889, no entanto, foi registrada a primeira entrega na cidade de Nápole para um casal real: o rei Umberto e rainha Margherita.


Também na Índia, em meados de 1890, surgiram os “dabbawalas”, rapazes que entregavam comida caseira no horário do almoço para trabalhadores da cidade de Mumbai. No começo as entregas eram efetuadas pelos trens ou por uma bicicleta.


No século passado, especialmente durante a primeira e segunda guerras mundiais, era comum que entregadores levassem comida para os soldados que estavam na região de combate ou para moradores que tiveram suas casas destruídas pelos bombardeios. Um dos fatos interessantes é que na 1ª Guerra, entre os anos 1914 e 1918, foi a primeira vez que a chamada ração militar foi entregue em latas com comida aquecida e água fresca aos soldados americanos nas trincheiras.


Já na 2ª Guerra, entre 1939 e 1945, as rações pré-cozidas foram destaque e cada tipo de alimentação (café da manhã, almoço, jantar) era identificado com uma letra diferente na embalagem. A categoria C, por exemplo, continha desde pão e bife grelhado, até café e ensopado de tomates.


O modelo de entrega que utilizamos hoje começou a surgir em 1950, nos Estados Unidos. Isso se deveu ao fato do início dos pedidos por telefones, avanço da tecnologia de embalagens e surgimento da televisão.


No Brasil esse tipo de entrega demorou um pouco mais para chegar. Segundo a Revista Veja São Paulo da época, os anos 80 foi um verdadeiro marco para o delivery no país. Os entregadores de pizza utilizavam bicicletas ou mobiletes. Eram quase 200 pizzarias na cidade – hoje esse número chega a quase 5 mil estabelecimentos.


Apesar da longa história, o delivery só se firmou na maioria dos países no século 21 muito por conta da tecnologia.


Segundo a Revista Time, 6% de toda a população dos Estados Unidos – mais de 20 milhões de pessoas, se alimentam diariamente com uma refeição entregue por delivery.


No Brasil os números são ainda maiores. Uma pesquisa do jornal O Estado de S. Paulo revelou que 38% dos pedidos são feitos online.


A internet tem se mostrado grande aliada e transformou o que era uma questão de necessidade em um hábito, além de agora ser uma referência em praticidade e comodidade.


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